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Fique de Olho

MPRJ NA ERA DIGITAL

 

O Procurador Geral de Justiça do Rio, Eduardo Gussem, palestrou sobre a inclusão do Ministério Público na era digital, discorrendo sobre a criação e implementação do projeto “MP em MAPAS”, um banco de dados vivo.

Com essa iniciativa o Ministério Público do Rio de Janeiro, através do georreferenciamento, da ciência de dados e da informação se aproxima mais do cidadão.

Em razão da atuação multidisciplinar o Parquet é um rico repositório de dados e, até então, esse material não recebia o tratamento adequado. A tecnologia da informação e a atuação em rede transformarão a atuação ministerial.

Esse é o Ministério Público do Século XXI !!!

MPRJ promove palestra sobre prevenção do suicido par aatendentes da Ouvidoria/MPRJ

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Ouvidoria/MPRJ, recebeu, nesta quarta-feira (13/12), a coordenadora regional do Centro de Valorização da Vida (CVV), Norma Liliani de Souza Pinto, para uma palestra sobre o trabalho de prevenção do suicídio e como oferecer apoio emocional . O encontro foi destinado aos profissionais do call center da Ouvidoria/MPRJ, que diariamente atendem demandas diversas da sociedade fluminense pelo telefone 127 ou pelo atendimento presencial. A palestrante e os convidados foram recebidos pelo Ouvidor do MPRJ, o procurador de Justiça José Roberto Paredes, e pela assessora da Ouvidoria, promotora de Justiça Georgea Marcovecchio.
 
A coordenadora do CVV, Norma de Souza, mostrou dados sobre os suicídios no Brasil e explicou aspectos do trabalho de prevenção desenvolvido pelo grupo.  A gravidade da questão e a necessidade de colocar o assunto em pauta ficam evidentes nas estatísticas apresentadas. Para se ter uma ideia, segundo Norma de Souza, a cada 45 minutos uma pessoa suicida-se no Brasil, o que totaliza uma média de 32 por dia. O Estado com mais ocorrências é o Rio Grande do Sul, enquanto a Bahia é onde menos pessoas tiram a própria vida.  No mundo, são cerca de 800 mil por ano. Norma apresentou, ainda, outros dados preocupantes: uma pesquisa da Unicamp apontou que 17% dos brasileiros pensam seriamente em cometer suicídio em algum momento da vida. E a importância de discutir o assunto é corroborada pela Organização Mundial da Saúde, que afirma que 90% dos casos de suicídio poderiam ser evitados  com ajuda psicológica. 
 
Norma de Souza faz uma comparação para explicar o objetivo do trabalho: “ A gente trabalha com sigilo e anonimato, então a pessoa fica à vontade e consegue falar coisas que não consegue falar com ninguém. Não é terapia, mas é terapêutico.  A metáfora é  com um copo que a pessoa vai enchendo, até que chega no limite do insuportável. E a gente faz de tudo para que a pessoa não transborde, que é o momento do suicídio. Então, quando ela fala conosco, ela desabafa e isso esvazia os maus sentimentos. Ela fica melhor e tem um novo gás, consegue ter um novo tempo de sobrevivência. E quando o copo enche de novo, ela volta a entrar em contato. A gente não consegue resolver os problemas da pessoa, mas fazemos com que fique melhor, fique fortalecida para entender os problemas e ela mesma solucionar”, explica Norma.
 
Fundada em São Paulo, em 1962, a expertise da instituição vem dos 55 anos de atendimentos. Hoje, o CVV conta com mais de 2 mil voluntários, espalhados por 92 postos e responsáveis por aproximadamente 1 milhão de atendimentos por ano. O norte do trabalho é a empatia pelo próximo, portanto os voluntários se dedicam fundamentalmente a escutar as pessoas que ligam, mas evitam dar conselhos.  Qualquer interessado com mais de 18 anos pode se tornar um voluntário, após participar de um curso de 12 semanas.  “Cada perfil tem uma dificuldade, um objetivo, uma vivência, uma experiência.  O que interessa é o amor ao próximo e a disponibilidade de ajudar o próximo. O principal no curso é aprender a ouvir, perceber o que tem valor naquela conversa. A empatia é muito importante, essa capacidade de se colocar no lugar do outro” comentou Norma.
 
Os participantes da palestra também foram orientados sobre como identificar sinais de alerta, como mudança no comportamento, depressão e comentários sobre se matar.  O Ouvidor do MPRJ,  José Roberto Paredes, destacou a importância desse tipo de esforço: “É um trabalho fascinante, relacionado a algo que não tem dia, hora ou local para ocorrer. Ao longo da vida da pessoa, em  algum momento pode passar a ideia de suicídio. Qualquer um pode estar sujeito, dependendo da sua fraqueza ou não”, comentou Paredes, que reforçou: “Não é algo que deve ser escondido, deve ser discutido, tratado, para evitar que ocorra”.
 
A palestra conseguiu inspirar os participantes. Ao final, pelo menos uma funcionária do call center buscou mais informações sobre como participar do trabalho voluntário. O Centro de Valorização da Vida atende pelo número 188 e em postos fixos. Mais informações sobre o trabalho voluntário realizado e sobre como se voluntariar podem ser obtidas no site www.cvv.org.br

 

Fonte: https://www.mprj.mp.br/home/-/detalhe-noticia/visualizar/52706